
Sonho: Fora a realidade
Com a aurona desce o aflito
Que antes subira ao mundo dos imponderáveis,
Abafando as queixas implacáveis
E o sonho d’alma, o profundo e soluçado grito.
Sonhar, ofegar, desejar…
Sente e teme dos sentimentos inefáveis,
Os quais vão ao encontro do infinito.
Disse, não voltareis.
Fulgor radioso emplumado,
Tenha pena de mim, não vá embora.
Meu anjo tão amado, volte.
Foi o grande impacto e está na hora.
Já era a alvorada esvaziando minha vontade
E a realidade já não é mais encantadora.
-A.n.g




